• Psicóloga Mafê

Saúde Mental em Época de Vestibular

O período pré-vestibular costuma ser um mar de tensões. É pressão vindo de todos os lados, e o pior, em um cenário de instabilidade – externa e interna.


É um período fértil para que preocupações com o futuro tomem dimensões muito grandes e até mesmo distorcidas, causando sofrimento e dificuldade para lidar com os estudos, o que torna a caminhada até a aprovação penosa.


Se você é vestibulando e sente que as preocupações estão pesando muito e até mesmo atrapalhando sua rotina, procure compartilhar suas preocupações com sua rede de apoio.


Dividir suas preocupações com outras pessoas pode gerar conversas nas quais você seja capaz de olhar o problema a partir de outros ângulos e, na maioria das vezes, fica tudo muito mais leve.


Você pode buscar um amigo que esteja no mesmo contexto que você, um professor que você tem mais abertura e sua família. Sei que nem todos têm o apoio da família nos estudos, mas, se você tiver, aproveite para conversar com seus pais ou familiares de confiança.


Lembrando também que buscar ajuda psicológica nunca é exagero ou algo reservado para pessoas que estão em sofrimento incapacitante. Se isto está ao seu alcance e você acredita que uma ajuda para lidar com as emoções e preocupações neste período vai te fazer bem, não hesite.


Eu entendo que às vezes é difícil compartilhar seus receios, inseguranças e fragilidades, mas esse simples ato pode deixar o período muito menos árduo.


Conversar com outras pessoas pode também ajudar a tornar o nosso diálogo interno menos negativo e mais esperançoso, o que faz muita diferença na motivação e tranquilidade para seguir estudando.

Quer um exemplo? Vamos lá! Se você está se preparando para um vestibular provavelmente já se sentiu inundado por diversos “e se”. Como:


E se eu não passar na prova?;

E se todos meus amigos passarem menos eu?;

E se eu tiver que fazer mais um ano de cursinho?

E se, e se, e se...


Tais preocupações são importantes, mas é preciso observar a forma de lidar com elas.


Quando o nosso diálogo interno está com um filtro muito negativo, tendemos a ser muito rígidos e ver as situações de maneiras catastróficas e, diante de um “e se” acabamos por acreditar que o pior cenário irá acontecer e o “e se” vira “é claro que não vou passar” “é claro que todos meus amigos serão aprovados menos eu”...


Portanto é preciso prestar atenção nesse diálogo interno para que ele seja mais encorajador, esperançoso – sem tirar o pé do chão, claro.


Experimente falar consigo mesmo como se fosse seu melhor amigo. Seja gentil, incentivador e compreensivo.


Viver uma vida além do vestibular

Sei que muita gente acredita que para ter foco nos estudos é preciso abandonar todos os amigos, a academia, as partidas de videogame, os almoços em família... Postura que pode fechar o estudante em um universo de preocupações e, inclusive, tornar o aprendizado menos fluido.


Não que o foco não seja necessário, mas é preciso buscar o equilíbrio. Não abandonar todos os papeis sociais e não abandonar as coisas que te dão prazer.


Reserve uma hora para almoçar com sua família sem o celular dividindo sua atenção, tenha um tempo livre para falar com seus amigos ou jogar um jogo com eles, pratique atividade física, busque uma alimentação saudável e regrada, durma respeitando a necessidade de descanso do seu corpo.


Se você tiver a oportunidade de conversar com pessoas que passaram por esse período de vestibular, tenho certeza que dirão como o equilíbrio foi peça importante para conseguir estudar com qualidade e controlar o nervosismo na hora da prova.


Não se abandone pelo vestibular, cuide de você!

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